Segurança pré-operatória
Eletroforese de hemoglobina: o exame que pode revelar um risco silencioso antes da lipoaspiração
Você pode manter uma rotina saudável, praticar exercícios, não apresentar anemia e ainda carregar uma alteração no sangue sem saber. Em determinados casos, essa condição silenciosa pode interferir no planejamento de uma cirurgia plástica.
Agendar minha avaliaçãoDr. Daniel Botelho · CRM-PR 24805 · RQE 17859 · Londrina e São Paulo
Uma cirurgia segura começa muito antes da cânula. Começa com uma investigação clínica cuidadosa.
Dr. Daniel Botelho, sobre planejamento pré-operatório
O exame
O que é a eletroforese de hemoglobina?
É um exame de sangue que identifica os diferentes tipos de hemoglobina presentes no organismo, a proteína responsável por transportar oxigênio dos pulmões para os tecidos. Diferentemente do hemograma comum, a eletroforese detecta alterações específicas na composição da hemoglobina.
- Demonstra variantes como hemoglobinas A, A2, F e S.
- Identifica hemoglobinopatias que passam despercebidas em exames convencionais.
- Um hemograma normal não descarta o traço falciforme.
A diferença que precisa ficar clara
Traço falciforme não é anemia falciforme
A anemia falciforme é uma forma de doença falciforme. Já o traço falciforme ocorre quando a pessoa herda apenas um gene relacionado à hemoglobina S: em geral não há sintomas, e é possível passar a vida inteira sem saber da alteração. Segundo o Ministério da Saúde, a eletroforese pode detectar alterações relacionadas à doença e ao traço em jovens e adultos ainda não diagnosticados, e o exame está disponível pelo SUS.
- Quem possui o traço, em geral, não apresenta sintomas.
- Situações extremas de baixa oxigenação e desidratação exigem atenção individualizada.
- Detectar antes da cirurgia permite planejar com responsabilidade.
A relação com a cirurgia
O que isso tem a ver com a lipoaspiração?
Durante uma lipoaspiração, a pele depende de uma extensa rede de pequenos vasos para continuar recebendo sangue e oxigênio. Essa microcirculação é fundamental para a recuperação dos tecidos, e quando ela é comprometida podem surgir complicações graves, como sofrimento de pele, feridas e necessidade de novas cirurgias.
- Ter o traço não significa que haverá complicação.
- Qualquer alteração precisa ser analisada com cautela antes de uma cirurgia eletiva.
- A análise envolve as equipes cirúrgica, anestésica e hematológica quando necessário.
Além do básico
Por que o hemograma pode não ser suficiente?
O hemograma avalia quantidade de hemácias, leucócitos, plaquetas e a concentração total de hemoglobina, mas não identifica detalhadamente quais tipos de hemoglobina estão presentes. A eletroforese vai além: detecta a hemoglobina S e outras variantes que os exames pré-operatórios convencionais não mostram.
- Ausência de anemia ou cansaço não elimina a possibilidade de hemoglobinopatia.
- O resultado não deve ser interpretado isoladamente pela paciente.
- Percentuais de segurança variam conforme o protocolo médico e o caso.
Registros de pacientes
Casos reais, com finalidade educativa
Registros fotográficos de pacientes do Dr. Daniel Botelho, divulgados com autorização prévia e por escrito. As imagens têm caráter informativo sobre as técnicas empregadas e não representam promessa ou garantia de resultado.


Aviso: imagens sem qualquer edição ou manipulação, publicadas mediante autorização expressa das pacientes. Cada organismo responde de forma individual: os resultados variam conforme anatomia, indicação e cuidados pós-operatórios, e não podem ser garantidos. Publicação em conformidade com a Resolução CFM nº 2.336/2023.
Quando o exame muda o plano
E se o resultado apresentar alteração?
Quando a eletroforese apresenta uma variante ou uma proporção inesperada de hemoglobinas, o planejamento cirúrgico pode ser interrompido temporariamente para uma investigação mais completa. Um número isolado não determina, sozinho, se alguém está ou não liberada para operar: segurança vem antes do resultado estético.
- Avaliação com hematologista e exames complementares.
- Revisão do histórico pessoal e familiar.
- Adequação da extensão da cirurgia, mudança de estratégia, adiamento ou contraindicação.
Perguntas frequentes
O que as pacientes perguntam
A indicação deve ser definida pelo cirurgião responsável durante a avaliação pré-operatória. Não existe uma lista universal de exames que substitua a análise individual: histórico familiar, origem étnica, cirurgias anteriores, doenças associadas, extensão do procedimento e protocolo da equipe influenciam a decisão.
Não necessariamente. Ter o traço não significa que a complicação vai acontecer. Significa que a alteração precisa ser analisada com cautela, considerando a extensão do procedimento, o estado clínico e a avaliação das equipes envolvidas.
O hemograma não identifica detalhadamente os tipos de hemoglobina presentes no sangue. Uma pessoa pode ter hemograma aparentemente normal e ainda possuir o traço falciforme. É a eletroforese que revela essas variantes.
O planejamento pode ser pausado para investigação: avaliação com hematologista, exames complementares, revisão de histórico, adequação da extensão da cirurgia, mudança de estratégia, adiamento ou contraindicação, conforme o caso.
Sim. Segundo o Ministério da Saúde, a eletroforese de hemoglobina pode ser utilizada para detectar alterações relacionadas à doença e ao traço falciforme em jovens e adultos ainda não diagnosticados, e está disponível pelo SUS.
A consulta
O melhor resultado começa pelo diagnóstico
Antes de escolher uma técnica, é necessário conhecer a paciente. A Consulta Panthère VIP proporciona uma avaliação completa e individualizada: histórico, exames, anatomia e objetivos, para construir um plano cirúrgico seguro, proporcional e coerente com o seu corpo. Converse com o seu cirurgião sobre os exames necessários para o seu caso.
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O dia da paciente na Panthère, da chegada ao acompanhamento.
Registro institucional da Clínica Panthère.





