Ultrassom

Harmonização de glúteos

Técnica SIME: ultrassom na lipoenxertia de glúteos e por que enxergar durante a cirurgia muda o nível de segurança

Existe uma diferença enorme entre utilizar um equipamento simplesmente porque ele é moderno e utilizar uma tecnologia porque ela entrega informação objetiva para o cirurgião. Se vamos enxertar gordura no glúteo, não faz sentido trabalhar apenas com sensação tátil, experiência ou aquilo que se acredita estar acontecendo debaixo da pele. É exatamente aí que entra o ultrassom.

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Quanto mais eu consigo enxergar, medir e confirmar, melhor consigo controlar o procedimento.

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O que é a lipoenxertia de glúteos?

A lipoenxertia glútea é o procedimento em que a gordura retirada por lipoaspiração de outras regiões do corpo, como flancos, dorso e abdômen, é tratada e enxertada no glúteo para melhorar projeção, formato e contorno. Popularmente, muita gente conhece esse procedimento pelo nome BBL.

Na Panthère, ele é apresentado como harmonização de glúteos, porque o objetivo não é apenas volume. É proporção entre cintura, quadril, glúteo e coxa, dentro do conceito de contorno corporal 360°.

Não significa que toda pessoa que queira um glúteo mais projetado tenha indicação para lipoenxertia. Indicação cirúrgica depende da anatomia, da quantidade de gordura disponível, dos objetivos, das condições clínicas e da avaliação individual.

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Por que o plano em que a gordura é colocada importa tanto?

Aqui está o ponto central de toda essa conversa. A gordura pode ser depositada em camadas diferentes do glúteo. Quando o enxerto entra dentro do músculo, existe proximidade com vasos calibrosos da região, e é justamente a injeção intramuscular que está associada ao risco mais temido dessa cirurgia: a embolia gordurosa.

Por isso, as recomendações de segurança para a lipoenxertia glútea evoluíram na direção de enxertar a gordura no plano subcutâneo, acima da fáscia do músculo, e nunca dentro dele.

O problema é que, sem imagem, o cirurgião não vê o plano. Ele sente. E sentir não é a mesma coisa que confirmar.

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O que é a técnica SIME?

A técnica SIME é uma forma de realizar a lipoenxertia glútea guiada por ultrassom em tempo real. O transdutor é posicionado sobre o glúteo durante o enxerto, e o cirurgião acompanha na tela a ponta da cânula, a camada em que ela está e a distribuição da gordura conforme ela é depositada.

Isso muda bastante a lógica. Em vez de depender exclusivamente daquilo que o cirurgião sente com as mãos, passa a existir uma ferramenta adicional de confirmação por imagem: a gordura é colocada no plano subcutâneo profundo, acima da musculatura, e isso pode ser visto, não apenas presumido.

Uma coisa é acreditar que a cânula está no plano correto. Outra é conseguir visualizá-la.

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Enxerto às cegas ou enxerto guiado?

Poderíamos imaginar que a experiência do cirurgião seria suficiente para saber onde a cânula está. Mas a espessura da gordura varia de paciente para paciente, e em pacientes magras a camada subcutânea pode ser fina. A diferença entre as duas abordagens é simples de entender:

Enxerto às cegasO plano é estimado pela sensação tátil e pela angulação da cânula. Depende inteiramente da percepção do cirurgião naquele momento.
Enxerto guiado por ultrassomO plano é visualizado em tempo real. A imagem mostra a cânula, a fáscia muscular e a gordura sendo depositada acima dela.

Tecnologia não para substituir conhecimento anatômico ou experiência. Tecnologia para aumentar a quantidade de informação disponível para uma tomada de decisão.

A sensação tátil é uma percepção subjetiva. A imagem acrescenta uma informação objetiva.

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O que o cirurgião consegue verificar com o ultrassom?

Durante a lipoenxertia guiada, o ultrassom permite acompanhar elementos como:

  • A posição da ponta da cânula em relação à fáscia do músculo glúteo
  • A camada exata em que a gordura está sendo depositada
  • A distribuição do enxerto, evitando acúmulos em um único ponto
  • A espessura da gordura subcutânea disponível em cada região do glúteo

Não estamos falando apenas de “ver o glúteo”. Estamos falando de transformar uma etapa da cirurgia que dependeria predominantemente da percepção do cirurgião em um procedimento no qual o plano do enxerto pode ser visualizado e documentado.

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Ultrassom também pode ajudar no planejamento

Outra utilização relevante está antes da própria cirurgia. O ultrassom pode ser usado na avaliação para medir a espessura da camada de gordura do glúteo e das áreas doadoras, entender onde existe espaço para receber enxerto e onde a pele precisa ser respeitada.

Isso permite acrescentar um componente que eu valorizo muito: mensuração. Cirurgia plástica tem arte, obviamente. Nós lidamos com proporção, curvas, sombras, feminilidade e harmonia.

Mas arte sem método não é suficiente quando estamos falando de medicina. Quanto mais conseguimos associar percepção estética a anatomia, planejamento e mensuração, mais sofisticado se torna o processo.

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O ultrassom torna a lipoenxertia “sem risco”?

Não. E é importantíssimo deixar isso muito claro. Nenhuma cirurgia é isenta de risco.

O uso de ultrassom não transforma um procedimento cirúrgico em algo trivial e não substitui indicação correta, conhecimento anatômico, preparação pré-operatória, treinamento específico, estrutura hospitalar adequada ou acompanhamento pós-operatório. A lipoenxertia glútea continua envolvendo riscos como qualquer cirurgia: infecção, irregularidades, absorção parcial da gordura enxertada e complicações anestésicas.

Inovação séria não é vender a ideia de perfeição. É entender exatamente o que uma tecnologia acrescenta e quais continuam sendo os seus limites.

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Tecnologia ultrassônica e ultrassom são a mesma coisa?

Não necessariamente. Essa confusão acontece bastante. São tecnologias diferentes trabalhando para objetivos diferentes:

Tecnologia ultrassônicaEquipamentos que usam energia ultrassônica para emulsificar a gordura durante a lipoaspiração, como o VASER.
Ultrassom de imagemImagem em tempo real para localizar, acompanhar ou verificar estruturas, como na técnica SIME durante o enxerto.

Uma mesma cirurgia pode usar as duas: energia ultrassônica para tratar a gordura nas áreas doadoras e ultrassom de imagem para guiar onde essa gordura será colocada.

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Lipoenxertia de glúteos pode ser associada à Lipo HD?

Em pacientes selecionados, sim, e essa é uma das associações mais frequentes no contorno corporal. O motivo é relativamente simples: a Lipo HD já retira gordura de cintura, flancos e dorso para desenhar a silhueta. Essa mesma gordura, depois de tratada, pode ser enxertada no glúteo.

O resultado visual não vem só do que foi colocado no glúteo. Vem da relação entre a cintura que ficou mais fina e o quadril que ficou mais projetado. Por isso, em muitas pacientes, tratar somente uma das duas coisas encontra uma limitação de proporção.

Mas associação não significa indicação automática. Às vezes, menos cirurgia é a melhor cirurgia.

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Por que eu valorizo tanto esse tipo de evolução?

Porque cirurgia plástica não pode ficar parada. Aquilo que fazíamos há dez anos não obrigatoriamente representa o melhor que conseguimos fazer hoje. E aquilo que fazemos hoje provavelmente ainda será aperfeiçoado.

“O elogio não me muda em nada; estou atrás das críticas, porque isso me faz melhorar.”

É exatamente assim que inovação deveria funcionar. Não utilizar tecnologia para dizer que somos modernos. Utilizar tecnologia porque identificamos uma limitação, criticamos o processo atual e encontramos uma possibilidade de torná-lo mais mensurável, previsível ou seguro.

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Então toda lipoenxertia de glúteos deveria utilizar ultrassom?

O ultrassom acrescenta uma camada objetiva de verificação em uma etapa na qual o plano do enxerto é determinante para a segurança. Por isso eu o considero uma ferramenta valiosa nesse procedimento.

Mas seria incorreto transformar isso em uma promessa. O ultrassom depende da experiência de quem o opera, exige treinamento específico e não substitui os demais pilares da cirurgia. Existem também técnicas e protocolos diferentes de lipoenxertia, cada um com suas particularidades.

Portanto, a mensagem não é “existe ultrassom, então a cirurgia é segura”.

A mensagem correta é: o ultrassom pode fornecer ao cirurgião informações objetivas adicionais sobre o plano do enxerto, dentro de um planejamento cirúrgico que continua dependendo de indicação, treinamento, anatomia e execução.

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O que realmente importa para o paciente?

Minha futura paciente não precisa dominar termos como plano subcutâneo profundo, fáscia glútea ou embolia gordurosa. Mas, quando estiver escolhendo onde realizar uma harmonização de glúteos, não procure apenas o nome da técnica. Pergunte:

  • Como o meu caso será estudado?
  • Em que plano a gordura será colocada, e como isso será confirmado?
  • Por que esse procedimento foi indicado para mim?
  • Que tecnologias serão realmente úteis no meu caso?
  • Quais são as limitações e os riscos?
  • Qual é o planejamento para alcançar um resultado proporcional ao meu corpo?

Tecnologia sem indicação não resolve. O que transforma tecnologia em resultado é planejamento.

Dúvidas frequentes

Técnica SIME e ultrassom no glúteo

É uma forma de realizar a lipoenxertia glútea com ultrassom em tempo real. O cirurgião acompanha na tela a posição da cânula e confirma que a gordura está sendo depositada no plano subcutâneo, acima do músculo.

Porque a injeção intramuscular está associada à embolia gordurosa, a complicação mais grave da lipoenxertia glútea. Por isso as recomendações de segurança orientam o enxerto no plano subcutâneo. O ultrassom permite confirmar visualmente esse plano.

Não. Nenhuma cirurgia é isenta de risco. O ultrassom acrescenta informação objetiva sobre o plano do enxerto, mas não substitui indicação correta, conhecimento anatômico, treinamento, estrutura adequada e acompanhamento pós-operatório.

Em pacientes selecionadas, sim. A gordura retirada de cintura, flancos e dorso na Lipo HD pode ser tratada e enxertada no glúteo. A associação é frequente, mas não significa indicação automática.

Em geral, pacientes com gordura disponível em áreas doadoras, boa qualidade de pele e expectativa de proporção, não apenas de volume. A indicação depende de avaliação individual, exame físico e exames complementares.

A consulta

Primeiro, uma avaliação

Meu nome é Daniel Botelho, sou cirurgião plástico e atuo especialmente em cirurgias de contorno corporal e da mama. Na Consulta Panthère VIP, a proposta é começar pela avaliação da paciente, da sua composição corporal, anatomia, gordura disponível, qualidade da pele e objetivos para definir se existe, ou não, indicação para a harmonização de glúteos e qual estratégia faz sentido para cada corpo.

Panthère Day

O dia da paciente na Panthère, da chegada ao acompanhamento.

Registro institucional da Clínica Panthère.

Importante: este conteúdo possui finalidade educativa. A indicação de qualquer procedimento depende de avaliação individual, exame físico e exames complementares. Os resultados variam conforme as características de cada paciente, não podendo ser garantidos.

A cirurgia começa muito antes do centro cirúrgico. Ela começa com uma boa decisão.

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Dr. Daniel Lobo Botelho · CRM-PR 24805 · RQE 17859 · Clínica Panthère, Londrina/PR e São Paulo/SP
Conteúdo em conformidade com a Resolução CFM nº 2.336/2023.

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