Mama · Implantes de silicone
Exame para prótese de silicone: quando fazer e por quê
Você colocou a prótese, está satisfeita com o resultado, não sente dor e visualmente parece tudo certo. Isso significa que nenhum exame é necessário? Não é bem assim. A prótese precisa ser acompanhada ao longo dos anos, e algumas alterações acontecem sem produzir sintoma nenhum.
Agendar minha avaliaçãoAusência de sintomas não é sinônimo de prótese íntegra.
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Por que fazer exame mesmo sem sentir nada
Existe uma diferença que muda tudo: uma coisa é o exame que avalia a mama, outra é o exame que avalia a integridade da prótese. São estruturas diferentes, com objetivos de investigação diferentes.
Quando uma prótese sofre ruptura, nem sempre a mulher percebe. É o que se chama de ruptura silenciosa: sem dor, sem alteração importante no formato e sem mudança perceptível ao toque. A própria FDA destaca que muitas rupturas de implantes preenchidos com gel de silicone são assintomáticas.
O raciocínio “se eu não sinto nada, está tudo bem” pode até estar certo. Mas a forma correta de responder a essa pergunta é com acompanhamento médico e, quando indicado, exame de imagem.
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Qual exame avalia a integridade da prótese
Dois exames são especialmente relevantes nessa avaliação.
- Ultrassonografia: usada no acompanhamento e na investigação da integridade do implante
- Ressonância magnética: alta capacidade para investigar rupturas, principalmente quando há suspeita clínica ou quando o ultrassom fica duvidoso
Como referência internacional, a FDA recomenda que pacientes assintomáticas com implantes de silicone façam o primeiro ultrassom ou ressonância cerca de 5 a 6 anos após a colocação, repetindo o acompanhamento a cada 2 a 3 anos. Havendo sintomas ou ultrassom inconclusivo para ruptura, a ressonância é a indicada.
Isso não quer dizer que todas as pacientes seguirão o mesmo calendário. Histórico médico, idade da prótese, sintomas, tipo de implante e avaliação clínica entram na conta, caso a caso.
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Mamografia também é exame da prótese?
Aqui mora uma confusão muito comum. A mamografia segue sendo fundamental para o rastreamento do câncer de mama quando indicada, inclusive em mulheres com implantes. Mas o objetivo principal dela não é verificar se a prótese está íntegra.
A mamografia não substitui automaticamente o exame usado para investigar a integridade de uma prótese de silicone.
Quem tem implantes e está na faixa indicada para rastreamento deve manter a mamografia conforme orientação médica. Ao marcar, informe ao serviço que possui implantes mamários, para que sejam usadas as técnicas adequadas. O acompanhamento precisa cobrir a mama e a prótese.
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Prótese vence em 10 anos?
Não existe regra universal determinando que toda mulher precisa trocar a prótese exatamente aos 10 anos. Por outro lado, também não é correto tratar o implante como dispositivo para a vida inteira.
A FDA orienta que implantes mamários não devem ser considerados dispositivos vitalícios e explica que, quanto maior o tempo de permanência, maior pode ser a chance de a paciente precisar de nova cirurgia para retirar ou substituir a prótese.
A decisão de trocar precisa considerar como está a prótese, como está a mama, se existem sintomas, se houve alteração no formato, o resultado dos exames, as condições da cápsula ao redor do implante e os objetivos atuais da paciente. É uma decisão individual, não uma data no calendário.
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Sinais que pedem avaliação antes do próximo exame
Mesmo com acompanhamento programado, algumas mudanças justificam procurar o cirurgião antes da data prevista.
Ainda assim, a mensagem mais importante é outra: não espere um sintoma aparecer para começar a acompanhar a prótese. Justamente porque parte das rupturas é silenciosa, não sentir nada não é garantia de que o implante esteja íntegro.
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Fazer exame não significa que a prótese será trocada
Acompanhar também não é procurar problema onde ele não existe. O objetivo do exame é obter informação. Se a prótese está íntegra, seguimos acompanhando. Se existe alteração, entendemos exatamente o que aconteceu e discutimos a melhor conduta.
O que não faz sentido é decidir de antemão que toda prótese será trocada depois de um número fixo de anos, sem avaliar a paciente. Medicina se faz com avaliação, diagnóstico e individualização.
Dúvidas frequentes
Exame e prótese de silicone
Ultrassonografia e ressonância magnética podem ser usadas na avaliação da integridade do implante. O exame mais adequado depende do contexto clínico e da orientação médica.
Quando houver indicação de rastreamento do câncer de mama, sim. Ter prótese não elimina a necessidade de acompanhar o tecido mamário. Informe ao serviço que possui implantes para que a técnica adequada seja utilizada.
Ela pode eventualmente identificar algumas alterações, especialmente silicone extracapsular, mas não é o principal exame para investigar ruptura intracapsular.
Não existe regra automática de troca aos 10 anos. A decisão considera avaliação clínica, exames, sintomas e as condições da mama e do implante.
A ausência de sintomas não exclui alterações na prótese. Por isso o acompanhamento periódico deve ser discutido com o seu médico.
A consulta
Primeiro, uma avaliação
Meu nome é Daniel Botelho, sou cirurgião plástico e atuo especialmente em cirurgias de contorno corporal e da mama. Se você tem prótese de silicone e não sabe quando fez o último exame, a avaliação permite analisar o seu histórico, o tempo de colocação do implante, os exames anteriores e as condições atuais da mama para definir um acompanhamento individualizado.
Panthère Day
O dia da paciente na Panthère, da chegada ao acompanhamento.
Registro institucional da Clínica Panthère.
Importante: este conteúdo possui finalidade educativa e não substitui a consulta médica. As referências de periodicidade citadas seguem orientações internacionais e não determinam a conduta individual, que depende de avaliação clínica, histórico e exames de cada paciente. Resultados variam conforme as características de cada pessoa e não podem ser garantidos.
Não espere o calendário decidir por você. Cuide da mama, acompanhe a prótese.
Agendar minha avaliaçãoDr. Daniel Lobo Botelho · CRM-PR 24805 · RQE 17859 · Clínica Panthère, Londrina/PR e São Paulo/SP
Conteúdo em conformidade com a Resolução CFM nº 2.336/2023.
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