Mama · Mastopexia
Mastopexia: quando é indicada e qual a diferença entre fazer com ou sem prótese?
A mastopexia é uma das cirurgias mais procuradas por mulheres que percebem que as mamas perderam sustentação, mudaram de formato ou ficaram mais caídas ao longo dos anos, pelo envelhecimento, pelo peso das mamas, por grandes mudanças corporais ou depois da gestação e da amamentação. E existe uma dúvida extremamente frequente: mastopexia precisa necessariamente de prótese de silicone? A resposta é não. Ela pode ser realizada com ou sem implantes, e a escolha depende da anatomia, da quantidade de tecido mamário, da qualidade da pele e, principalmente, do resultado que a paciente deseja alcançar.
Agendar minha avaliaçãoDr. Daniel Botelho · CRM-PR 24805 · RQE 17859 · Londrina e São Paulo
Volume e queda são problemas diferentes.
Dr. Daniel Botelho, sobre o planejamento da mastopexia
Entenda primeiro
O que é mastopexia?
É a cirurgia destinada ao reposicionamento das mamas. Durante o procedimento, podemos retirar o excesso de pele, reposicionar a aréola e reorganizar os tecidos para devolver uma forma mais adequada à mama. Por isso é comum ouvir o termo lifting das mamas. O objetivo não é simplesmente aumentar o tamanho dos seios: muitas mulheres que procuram uma mastopexia não querem necessariamente uma mama maior. Elas querem que a mama volte a ter:
- Melhor posição.
- Mais sustentação.
- Formato mais harmonioso.
- Proporção adequada ao corpo.
Indicação
Para quem a mastopexia é indicada?
A indicação precisa ser individual, mas existem situações que frequentemente levam uma mulher ao consultório para avaliar uma mastopexia:
- Mamas que ficaram mais caídas com o tempo.
- Perda de sustentação após gravidez e amamentação.
- Alterações depois de grandes oscilações de peso.
- Excesso de pele nas mamas.
- Mamas naturalmente grandes e pesadas que perderam posição.
- Mudança da posição da aréola.
- Sensação de que a mama perdeu a forma anterior.
Não é simplesmente a idade que determina uma mastopexia. Duas mulheres da mesma idade podem possuir tecidos, pele, volume mamário e necessidades completamente diferentes. Por isso, cirurgia de mama precisa começar pela avaliação.
Com ou sem prótese
Qual fica melhor? Talvez seja a pergunta errada
Com prótese: existem pacientes que apresentam queda das mamas e, ao mesmo tempo, desejam mais volume ou preenchimento. A mastopexia trata o reposicionamento; a prótese acrescenta volume e participa da construção do formato. Mas a prótese é uma ferramenta dentro do planejamento, não uma decisão tomada porque determinada cirurgia vista nas redes sociais usou um implante.
Sem prótese: é uma alternativa para mulheres que possuem tecido mamário suficiente e não desejam aumentar significativamente o volume. Nesse planejamento, os próprios tecidos da paciente são usados para reorganizar a mama. Nenhuma das duas escolhas é automaticamente melhor. Existe a escolha que faz mais sentido para aquele corpo.
A pergunta adequada é: qual estratégia entrega o resultado que você deseja respeitando a anatomia que você possui? Na consulta, observamos:
- Quantidade de tecido mamário: existe volume para construir o formato só com os próprios tecidos?
- Qualidade da pele: quanto suporte ela oferece?
- Grau de queda: posição atual da mama e da aréola.
- Volume desejado: só levantar ou também aumentar?
- Proporção corporal: qual formato conversa com o resto do corpo?
- Expectativa: o resultado imaginado é compatível com a anatomia?
Um ponto que exige cuidado
Prótese sozinha levanta uma mama caída?
Quando o principal problema é a queda associada ao excesso de pele, simplesmente adicionar volume não significa tratar aquilo que realmente incomoda a paciente. A função de uma prótese é diferente da função da mastopexia. Por isso, a pergunta não deveria ser apenas “qual tamanho de silicone eu coloco?”. Antes disso precisamos descobrir: o problema é falta de volume, queda ou uma combinação dos dois? Essa diferença muda completamente o planejamento.
Depois da amamentação. Gestação e amamentação podem produzir mudanças importantes: algumas mulheres percebem perda de volume, outras maior excesso de pele, algumas as duas coisas. É comum ouvir “depois que amamentei, minha mama nunca mais voltou a ser como antes”. Mas mesmo entre mulheres que tiveram filhos não existe uma única cirurgia que sirva para todas. A consulta serve justamente para separar desejo de indicação.
Mamas muito grandes e pesadas. Quando a perda de sustentação está associada ao volume excessivo, pode entrar na discussão a redução mamária associada ao reposicionamento dos tecidos. Além da questão estética, algumas mulheres relatam dores nas costas e desconfortos relacionados ao peso mamário. Não existe uma quantidade padrão de tecido a retirar; o planejamento depende da estrutura corporal e das necessidades da paciente.
Expectativa
Mastopexia deixa cicatriz?
Toda cirurgia que envolve retirada de pele produz cicatrizes. O desenho e a extensão dependem principalmente da quantidade de pele que precisa ser tratada e da técnica indicada para aquele caso. Existe uma troca: para reposicionar uma mama com excesso de pele, precisamos tratar justamente essa pele. Por isso a paciente precisa compreender desde o início tanto os benefícios quanto as limitações da cirurgia. Resultado bonito não nasce de esconder informações. Nasce de planejamento e expectativa bem alinhada.
Pode ser associada a outras cirurgias? Em pacientes adequadamente selecionadas, a mastopexia pode fazer parte de um planejamento mais amplo, junto com procedimentos de contorno corporal, por exemplo. Mas associar procedimentos não significa que todas possam ou devam fazer várias cirurgias ao mesmo tempo. Condição de saúde, características corporais, tempo cirúrgico, recuperação e segurança entram na análise. A indicação continua sendo individual.
O ponto mais importante
O resultado da mastopexia depende do diagnóstico
Não existe uma “melhor mastopexia” que possa ser escolhida apenas olhando uma fotografia na internet. Existe a técnica adequada para aquela paciente.
- Uma mulher pode precisar principalmente retirar excesso de pele.
- Outra precisa reposicionar os tecidos.
- Outra deseja recuperar também determinado volume.
- Outra pode precisar discutir redução mamária.
- E outra talvez descubra na consulta que o que imaginava precisar não é o melhor caminho.
Cirurgia plástica não deveria começar pela escolha da técnica. Deveria começar pelo diagnóstico.
Perguntas frequentes
O que as pacientes perguntam
Não. A mastopexia pode ser feita com ou sem implante. A prótese entra quando, além da queda, a paciente deseja mais volume ou preenchimento. Quando existe tecido mamário suficiente e não há desejo de aumentar, a mastopexia sem prótese usa os próprios tecidos para reorganizar a mama.
Nem sempre. Quando o problema principal é queda com excesso de pele, adicionar volume não trata o que incomoda. Prótese e mastopexia têm funções diferentes. Antes de definir tamanho de implante, é preciso saber se o problema é falta de volume, queda ou os dois.
Sim. Toda cirurgia com retirada de pele deixa cicatriz. O desenho e a extensão dependem de quanta pele precisa ser tratada e da técnica indicada. Isso é conversado na consulta, junto com os benefícios e as limitações da cirurgia.
Não. Gestação e amamentação mudam as mamas de formas diferentes: perda de volume, excesso de pele ou os dois. Uma mulher pode precisar de mastopexia sem prótese, outra de associar implante, outra de um planejamento diferente. A consulta separa desejo de indicação.
Em pacientes adequadamente selecionadas, pode fazer parte de um planejamento conjunto com procedimentos de contorno corporal. Mas isso depende de condição de saúde, características corporais, tempo cirúrgico, recuperação e segurança. Nem toda paciente deve fazer várias cirurgias ao mesmo tempo.
A consulta
Como saber se preciso de mastopexia?
Se você sente que suas mamas perderam sustentação depois da gravidez, amamentação, emagrecimento ou simplesmente com a passagem do tempo, uma avaliação com cirurgião plástico pode esclarecer o que realmente mudou. Na consulta, não avaliamos apenas se “a mama caiu”. Precisamos entender qualidade da pele, volume mamário, posição da aréola, proporção corporal, histórico de saúde, expectativas e o desejo de ter ou não implantes. A partir daí é possível discutir mastopexia com prótese, sem prótese ou outro planejamento que faça mais sentido para aquele caso. O objetivo não é reproduzir a mama de outra mulher. É construir um resultado harmônico e coerente com o seu próprio corpo.
Meu nome é Daniel Botelho, sou cirurgião plástico e atuo especialmente em cirurgias de contorno corporal e da mama. A cirurgia certa começa quando entendemos exatamente o que precisa ser tratado.
Panthère Day
O dia da paciente na Panthère, da chegada ao acompanhamento.
Registro institucional da Clínica Panthère.
Importante: este conteúdo é educativo e não substitui consulta médica. A indicação de mastopexia, com ou sem prótese, depende de avaliação individual da anatomia, da qualidade da pele, do volume mamário e das expectativas da paciente. Toda cirurgia envolve riscos e cicatrizes, e os resultados variam de paciente para paciente, não podendo ser garantidos. Publicação em conformidade com a Resolução CFM nº 2.336/2023.
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