Contorno corporal · Autoestima
Cirurgia plástica e autoestima: a decisão precisa ser por você
“Para mim, você continua linda.” Muitas mulheres ouvem essa frase do marido ou do parceiro e sabem que existe sinceridade naquele elogio. Mesmo assim, continuam apagando a luz na hora da intimidade, escolhendo posições para esconder o abdômen, evitando que algumas regiões do corpo sejam tocadas. Porque existe uma diferença importante entre como a pessoa que ama você enxerga seu corpo e como você se enxerga diante do espelho. É nesse ponto que precisamos conversar sobre cirurgia plástica e autoestima.
Agendar minha avaliaçãoDr. Daniel Botelho · CRM-PR 24805 · RQE 17859 · Londrina e São Paulo
A decisão de mudar o seu corpo precisa pertencer a você.
Dr. Daniel Botelho, sobre motivação e cirurgia plástica
O que escuto no consultório
“Meu marido diz que não preciso fazer cirurgia“
Essa é uma frase que escuto frequentemente. Depois de uma ou mais gestações, algumas mulheres percebem transformações importantes no corpo. A barriga mudou. A pele ficou mais flácida. As mamas mudaram. E aquela mulher que antes se sentia confortável nua começa a esconder determinadas regiões do próprio corpo.
Então surge uma situação aparentemente contraditória. O marido olha para ela e diz que ela continua linda. E ele provavelmente está sendo absolutamente sincero. O problema é que o olhar de quem ama você nem sempre consegue silenciar a crítica que existe dentro da sua própria cabeça.
Existe uma diferença entre querer agradar outra pessoa e querer voltar a se sentir confortável consigo mesma. Essa distinção é fundamental. A cirurgia plástica não deve ser realizada para salvar um casamento, nem para fabricar um desejo que nunca foi da paciente, nem para satisfazer uma cobrança estética do parceiro. Mas o fato de seu marido dizer que você está linda também não significa que ele possa decidir quanto determinada mudança no seu corpo incomoda você. O sentimento é seu.
Motivação
Cirurgia plástica deve ser feita pelo marido?
Não. Uma cirurgia plástica nunca deveria ser realizada simplesmente para satisfazer outra pessoa. Se a motivação se parece com alguma dessas frases, existe um sinal claro de que a decisão precisa ser repensada:
- “Meu marido quer que eu tenha uma cintura diferente.”
- “Meu parceiro gostaria que minhas mamas fossem maiores.”
- “Tenho medo de que ele deixe de me desejar.”
Uma cirurgia envolve recuperação, expectativas e mudanças no próprio corpo. Por isso, quem precisa desejar essa transformação é, antes de qualquer pessoa, a própria paciente.
O outro lado
Isso não significa ignorar o seu próprio incômodo
Aqui encontramos a outra extremidade. Às vezes, a mulher está verdadeiramente incomodada com determinada transformação corporal e ouve que está ótima, que isso é bobagem, que não precisa mexer em nada. Essas frases podem ser ditas com boa intenção. Mas não necessariamente resolvem aquilo que a mulher sente.
Imagine alguém que depois das gestações passou a evitar ficar nua, começou a esconder o abdômen e deixou de se sentir confortável durante momentos de intimidade. Dizer simplesmente “você continua linda” pode não modificar a percepção que ela possui sobre o próprio corpo.
- É possível amar aquela mulher exatamente como ela é.
- E, ao mesmo tempo, reconhecer que a experiência dela com o próprio corpo pertence a ela.
Nem toda insatisfação precisa de cirurgia
Quando uma avaliação pode fazer sentido?
Sentir-se incomodada com determinada região do corpo não significa automaticamente ter indicação para uma cirurgia plástica. Existe uma diferença enorme entre escutar o incômodo da paciente e transformar qualquer insegurança em indicação cirúrgica. É justamente por isso que existe avaliação. Depois das gestações, por exemplo, podem existir mudanças físicas que podem ser avaliadas objetivamente:
- Excesso de pele e flacidez.
- Afastamento da musculatura do abdômen.
- Mudanças importantes nas mamas.
- Alterações no contorno corporal.
Nessas situações, a consulta serve para entender exatamente o que aconteceu. E principalmente para separar três coisas: o que pode ser tratado, o que pode ser melhorado e aquilo que nenhuma cirurgia conseguirá resolver. Uma indicação responsável não começa prometendo uma transformação. Começa compreendendo o problema.
Expectativa
Cirurgia plástica não resolve tudo
Essa talvez seja uma das conversas mais importantes dentro de uma consulta. Cirurgia plástica tem limites. Existem características que podem ser tratadas cirurgicamente e outras que não serão resolvidas dentro de uma sala de cirurgia.
Da mesma maneira, uma cirurgia pode modificar determinada característica física, mas não pode assumir a responsabilidade de salvar uma relação ou resolver todos os conflitos de autoestima de uma pessoa. Por isso, expectativa e motivação precisam fazer parte do planejamento.
Se ninguém mais pudesse opinar sobre o seu corpo, você ainda desejaria essa mudança?
A pergunta que vale fazer antes de considerar qualquer procedimento
Por ele ou por você?
“Quero voltar a me sentir confortável comigo mesma“
Essa frase muda completamente a conversa. Não é “quero fazer porque meu marido pediu”. É “quero voltar a me sentir confortável comigo mesma”. É possível que o parceiro já considere aquela mulher linda. É possível que continue desejando aquela mulher. Mas existe uma relação diferente, e extremamente pessoal, que é a relação de cada pessoa com o próprio corpo.
Se a resposta para a pergunta acima for não, talvez seja necessário compreender melhor de onde está vindo aquela vontade. Mas, se a resposta for “sim, eu quero isso por mim”, então existe uma conversa que pode começar dentro do consultório. Não necessariamente uma cirurgia. Primeiro, uma avaliação: para entender o que incomoda, quais alterações realmente existem, o que pode ser tratado e quais expectativas são possíveis.
- Cirurgia plástica não deveria ser sobre se tornar suficiente para outra pessoa.
- A decisão de mudar o seu corpo precisa pertencer a você.
Perguntas frequentes
O que as pacientes perguntam
Não significa nem que deve, nem que não deve. O elogio do parceiro é sobre como ele enxerga você. O incômodo é sobre como você se enxerga. São coisas diferentes, e a segunda pertence a você. Se existe um incômodo real, uma avaliação serve justamente para entender o que ele é.
Uma cirurgia pode modificar uma característica física que incomoda a mulher e, com isso, mudar a relação dela com o próprio corpo. Mas ela não assume a responsabilidade de salvar uma relação ou resolver conflitos de autoestima. Se a motivação é o casamento e não a própria paciente, é sinal de que a decisão precisa ser repensada.
Não. Nem toda insatisfação precisa de cirurgia. Existe uma diferença grande entre escutar o incômodo e transformar qualquer insegurança em indicação cirúrgica. A avaliação separa o que pode ser tratado, o que pode ser melhorado e o que nenhuma cirurgia vai resolver.
Excesso de pele, flacidez, afastamento da musculatura abdominal, mudanças nas mamas e alterações no contorno corporal. São alterações físicas que podem ser examinadas objetivamente na consulta, o que é diferente de uma queixa vaga de insatisfação.
Uma pergunta ajuda: se ninguém mais pudesse opinar sobre o seu corpo, você ainda desejaria essa mudança? Se a resposta for não, vale entender melhor de onde vem a vontade. Se for sim, a conversa pode começar no consultório, com uma avaliação, não necessariamente com uma cirurgia.
A consulta
Primeiro, uma avaliação
Meu nome é Daniel Botelho, sou cirurgião plástico e atuo especialmente em cirurgias de contorno corporal e da mama. Se a sua motivação não é mudar por ele, mas voltar a se sentir confortável por você, esse é justamente o ponto de partida para uma avaliação individualizada.
Panthère Day
O dia da paciente na Panthère, da chegada ao acompanhamento.
Registro institucional da Clínica Panthère.
Importante: este conteúdo é educativo e não substitui consulta médica. A indicação de qualquer procedimento depende de avaliação individual e da motivação da própria paciente, e nem toda insatisfação com o corpo tem indicação cirúrgica. Os resultados variam de paciente para paciente e não podem ser garantidos. Publicação em conformidade com a Resolução CFM nº 2.336/2023.
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